Hoje é tão difícil dizer quem ou
o que me tornei, é tão difícil avaliar os nossos próprios erros quando avaliar
e julgar os erros alheios se torna tão mais fácil, até onde vai o limite do seu
coração(?), até onde o sentimento é o que importa ante os fatos tão obscuros(?), o
que verdadeiramente importa quando não existe a luz ao final do túnel?
Hoje me tornei um prisioneiro dos
meus sonhos e ideais, um prisioneiro do desejo, da vontade de ser amado, da
vontade de amar sem medo, amar sem desconfianças ou simplesmente amar.
É tão doloroso findar uma batalha
com uma derrota, olhar para trás e ver todos os seus guerreiros estirados ao
chão, ter o fio da navalha como uma linha tênue na balança da vida.
Entre viver e morrer, os segundos tornam-se
anos, os momentos mágicos tornam-se sólidos em sua cabeça fazendo valer a pena
cada gota de sangue derramada, e é então nesse momento que os olhos do
guerreiro encontram os olhos do seu algoz e sorri com uma felicidade
incomparável, um sorriso de quem nunca poderá ser derrotado, a espada cai de
suas mãos e seus olhos se fecham para sempre, com a paz de quem cumpriu seu
papel, amou incondicionalmente, amou a ponto de jogar tudo para o alto por uma batalha
ao qual sempre acreditou, amou a verdade enquanto ela existiu,compartilhou o
bom combate em todos os momentos, que as flores do outono deixado para traz
sempre possam florescer no coração daqueles que as vê, daqueles que as sentem.
Um dia todos saberão que a arte
da guerra não está na vitória do bom combate, mas na forma como sua tribo pode
evitá-la, apenas lamento ter descoberto isso tão tarde, lamento ter perdido
tantas pessoas,lamento ter perdido cada sonho, mas mesmo caindo ante meu maior
adversário, lutei por acreditar ser o correto.
Que a batalha de alguma forma
possa despertar a paz que sempre buscamos.
E dessa forma o guerreiro dá o
ultimo suspiro, seu último sopro de vida e sorri pra morte, no final ela foi
vencida.